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PROJETO GRÁFICO

que a arte há de nos revelar sobre os tempos de hoje, marcados pela pandemia? Que seja capaz de captar a intensidade e a complexidade do espanto causado pela Covid-19, abrindo espaço também para cenas, sentimentos e atores considerados indesejados pela historiografia oficial, uma diversidade necessária, visível no acervo do Museu de Arte da UFC (Mauc), fonte de inspiração deste Anuário do Ceará 2021-2022.
     Diante da magnitude das obras reunidas no Mauc, durante seus 60 anos de existência, escolher pouco mais de uma dezena para compartilhar aqui foi uma tarefa espinhosa, embora igualmente fascinante. Que essa seleção seja considerada uma mostra da grandeza do que está sob a guarda do museu.
     Na capa da publicação, quem chama o leitor é Antônio Conselheiro, a partir do olhar do artista plástico cearense Descartes Gadelha, que deu visibilidade à Guerra de Canudos, com as pregações, as lutas e os mortos nos embates do arraial de Belo Monte, na Bahia. Aqui dentro, nos 13 capítulos que constituem o Anuário, a leitura segue pelas mãos de Aldemir Martins, Antônio Bandeira, Barrica, Estrigas, Floriano Teixeira, Heloysa Juaçaba, Jean Pierre Chabloz, Nearco, Raimundo Cela, Roberto Galvão, Sérvulo Esmeraldo, Stênio Burgos, Zé Pinto, Zé Tarcísio e, mais uma vez, Gadelha.
     O projeto gráfico, com sua paleta de cores, tipografias, tabelas, gráficos e mapas, é inspirado nesse mergulho no acervo do Mauc. Formas, linhas, brancos e cores caminham em harmonia com o conteúdo editorial, uma sintonia entre a arte e a informação, mantida há mais de 150 anos, com o Anuário do Ceará.
     Meus agradecimentos à equipe que transformou dedicação e experiência nessa importante publicação para a compreensão do que é hoje o Ceará: os editores Jocélio Leal e Joelma Leal, o editor-adjunto e coordenador de design, Rafael Cavalcante, e os designers Mariana Araujo, Mikael Baima, Miqueias Mesquita, Luciana Pimenta, Jéssica Bezerra, Welton Travassos e Robson Pires. Registro os agradecimentos, também, à diretora do Mauc, Graciele Siqueira, que, desde o início, nos recebeu e colaborou para a realização desta obra, assim como os artistas e familiares.