O tempo do Anuário vence a ditadura do instante. Ele não se permite cingir-se ao efêmero. O Anuário apura, redige e edita com funcionalidade e arte para dar sentido à sua leitura. E no relógio e calendário desta edição se juntam os 300 anos de Fortaleza, as vésperas do centenário do O POVO e a longevidade dos mais de 150 anos da publicação.
Os três marcos se amalgamam na mesma linha. A Capital a celebrar sua história, ao tempo em que se lê no capítulo especial, assinado pela jornalista Sara Oliveira; o jornal e suas extensões interpretando a Cidade; e o Anuário a compor esta interpretação e a oferecer repertório. Anos de eleição tornam o papel do Anuário ainda mais pertinente. Sabemos que do livro sairão pautas jornalísticas e material para análises diversas pela imprensa e pelo nosso público leitor exigente.
Somos cônscios da responsabilidade de ser fonte e também aplicamos rigor na definição das nossas, sejam públicas, sejam privadas. Nesta obra, publicamos a nova edição do Índice Comparativo de Gestão Municipal (ICGM), da lavra do jovem e maduro Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica (Ipece), fundado há 23 anos, mas com o acervo do antecessor Instituto de Planejamento do Ceará (Iplance), cujo cinquentenário seria em 2026.
Apresentamos a nova pesquisa Anuário Datafolha Top of Mind, com o resultado de investigação com população adulta de Fortaleza sobre as marcas mais lembradas de produtos e de serviços em 25 categorias, incluindo a marca Top do Top (a mais lembrada entre todos os produtos e serviços).
Somem-se a isso, as fichas completas sobre cada um dos 184 municípios do Ceará, com um capítulo inteiro dedicado à aniversariante tricentenária; os perfis de quem faz Governo e prefeituras; o Judiciário, Ministério Público e tribunais de contas; a infraestrutura; o Ceará acadêmico; nossos parlamentares na Assembleia Legislativa e em Brasília, com o ranking dos mais influentes; a análise econômica do Estado, com a assinatura dos pesquisadores da BFA, além das principais entidades de classe e laborais, com destaque para os sindicatos integrantes da Federação das Indústrias (Fiec). Na briosa equipe do Anuário, há muito do talento de duas mulheres.
A editora-executiva Letícia Lopes, responsável por dirigir o cotidiano da redação, e a editora de arte Andrea Araujo, este ano mais uma vez surpreendente, com ilustrações de Rafael Limaverde. A beleza do Anuário faz dele um livro que não se esconde na estante.

O projeto gráfico do Anuário do Ceará celebra os 300 anos de Fortaleza, traduzindo visualmente a memória, a cultura e a identidade da Cidade ao longo de sua história. A proposta entende que Fortaleza é construída por múltiplas narrativas, urbanas, afetivas e simbólicas, que se entrelaçam e dão forma ao seu presente.
Para materializar esse conceito, foram selecionados pontos emblemáticos da Cidade, que funcionam como cenários e marcos de reconhecimento coletivo. Esses espaços não aparecem apenas como paisagem, mas como territórios de significado, capazes de evocar lembranças, pertencimento e transformação ao longo do tempo.
Integrados a esses cenários estão personagens icônicos da história cearense, figuras que já partiram, mas permanecem vivas no imaginário e na construção cultural da Cidade. A escolha desses nomes reforça a ideia de continuidade, conectando passado e presente por meio de trajetórias que ajudaram a definir a identidade de Fortaleza.
Nas páginas internas, linhas orgânicas e recortes constroem uma narrativa visual dinâmica, representando os múltiplos percursos de Fortaleza. Os elementos se cruzam, se sobrepõem e se conectam, traduzindo a complexidade da Cidade e a sobreposição de histórias. Essa construção gráfica revela uma cidade em constante movimento, onde diferentes tempos e vivências coexistem e se entrelaçam.
As linhas conduzem o olhar e sugerem fluxos, enquanto os recortes aproximam personagens, territórios e memórias, criando conexões visuais que reforçam a ideia de pertencimento e continuidade. O resultado é uma narrativa fluida, que expressa a diversidade e a riqueza das trajetórias que formam Fortaleza.
E assim, o Anuário se apresenta como uma experiência visual que celebra Fortaleza em sua complexidade, diversidade, potência histórica, cores e nos múltiplos caminhos que constroem sua identidade.
