Economia em Síntese

  1. Análise dos Top 10 Produtos Exportados pelo Ceará – 2025

Fonte:  Ministério do Desenvolvimento, Comércio, Indústria e Serviços (MDIC).

Nota: O ranqueamento foi realizado de acordo com os valores da coluna “Valor FOB (US$)”.

Em 2025, os produtos classificados como outros semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, com teor de carbono inferior a 0,25%, mantiveram-se como principal destaque da pauta exportadora cearense. Esse grupo respondeu por US$ 734,8 milhões, o que representa 32,2% do total exportado pelo Estado. Em seguida, os produtos semimanufaturados de outras ligas de aços ocuparam a segunda posição, com US$ 420,3 milhões, equivalentes a 18,4% do total exportado.

O terceiro lugar foi ocupado pelas ceras vegetais, com US$ 104,5 milhões (4,6%), seguidas por melões frescos (US$ 85,7 milhões), quartzitos (US$ 77,5 milhões) e calçados de borracha ou plásticos com parte superior em tiras ou correias (US$ 71,3 milhões). Em 2025, os Top 10 produtos responderam por US$ 1,7 bilhão, o que equivale a 73,9% do total exportado pelo Estado, uma expansão relevante em relação a 2024, quando esses produtos representaram 63,2% do total exportado.

Esse avanço da participação dos principais produtos reflete um crescimento expressivo nas exportações da cadeia metalúrgica, sobretudo dos dois primeiros itens do ranking. Em 2024, os produtos semimanufaturados de ferro ou aços não ligados haviam atingido US$ 390,5 milhões, valor que quase dobrou em 2025. Já os produtos semimanufaturados de outras ligas de aços saltaram de US$ 145,2 milhões para US$ 420,3 milhões, reforçando o movimento de forte recuperação desse segmento industrial.

 

  1. Análise dos Top 10 Produtos Importados pelo Ceará – 2025

Fonte:  Ministério do Desenvolvimento, Comércio, Indústria e Serviços (MDIC).

Nota: O ranqueamento foi realizado de acordo com os valores da coluna “Valor FOB (US$)”.

 

Em 2025, os dez principais produtos importados pelo Ceará totalizaram US$ 1,1 bilhão, o que representa 43,6% do volume total de importações estaduais no ano (US$ 2,6 bilhões). O destaque continua sendo a hulha betuminosa, não aglomerada, que lidera o ranking com US$ 395,9 milhões, correspondendo a 15,1% do total importado. Em segundo lugar aparecem os outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura, com US$ 219,8 milhões (8,4%), enquanto a terceira posição passou a ser ocupada por outras gasolinas, exceto para aviação, com US$ 112,8 milhões (4,3%).

Os demais itens do Top 10, como gasóleo (óleo diesel), óleos de dendê, células fotovoltaicas e produtos laminados de ferro ou aço, variaram entre 1,1% e 3,8% do total importado, indicando certa diversificação na pauta de compras internacionais. Em comparação com 2024, nota-se uma acentuação na queda do valor importado de produtos energéticos renováveis — as importações de células fotovoltaicas montadas em módulos ou painéis, por exemplo, despencaram de US$ 191,2 milhões para US$ 65,6 milhões, caindo para a sexta posição do ranking, embora o item ainda mantenha relevância estratégica.

 

  1. Análise da Balança Comercial por UF – 2025

Fonte:  Ministério do Desenvolvimento, Comércio, Indústria e Serviços (MDIC).

Nota: VAR % indica a variação percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Em 2025, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 65,8 bilhões, resultado de US$ 346,0 bilhões em exportações (crescimento de 4,2% em relação a 2024) e US$ 280,2 bilhões em importações (alta de 6,6%). A retração do superávit nacional reflete a combinação entre o leve crescimento nas exportações e um aumento mais expressivo da demanda por produtos externos.

Entre os estados, São Paulo permanece como o principal polo comercial do País, liderando tanto em exportações (US$ 71,4 bilhões) quanto em importações (US$ 86,5 bilhões), com um saldo negativo de US$ 15,1 bilhões. Na segunda posição em exportações está o Rio de Janeiro, com US$ 49,0 bilhões, seguido por Minas Gerais (US$ 45,8 bilhões) e Mato Grosso (US$ 30,2 bilhões). Em termos de importações, também se destacam o Rio de Janeiro (US$ 32,2 bilhões) e Minas Gerais (US$ 18,3 bilhões).

Os maiores superávits em 2025 foram registrados por Mato Grosso (US$ 27,6 bilhões), Minas Gerais (US$ 27,5 bilhões) e Pará (US$ 21,6 bilhões), enquanto os maiores déficits ocorreram em Santa Catarina (US$ -21,8 bilhões), São Paulo (US$ -15,1 bilhões) e Amazonas (US$ -15,1 bilhões).

O Ceará apresentou um expressivo avanço nas exportações, que saltaram para US$ 2,3 bilhões em 2025, representando uma alta de 55,6%. As importações, em contrapartida, caíram para US$ 2,6 bilhões (-13,2%). Com isso, o déficit no saldo comercial estadual reduziu-se de forma acentuada para US$ 0,3 bilhão, melhorando a posição do Estado no cenário nacional e distanciando-o das piores posições do ranking de saldo comercial.

A balança comercial cearense ainda evidencia um desequilíbrio nas transações internacionais do Estado, porém com forte recuperação: as exportações de US$ 2,3 bilhões diante das importações de US$ 2,6 bilhões resultaram em um déficit de apenas US$ 0,3 bilhão. Em termos de participação no comércio exterior brasileiro, o Ceará respondeu por 0,7% das exportações nacionais e 0,9% das importações em 2025. Esses percentuais representam um avanço na matriz de exportação e uma redução na participação das importações frente aos dados do ano anterior, indicando um fortalecimento do fluxo cearense no contexto nacional.

 

  1.     Análise de Arrecadação do ICMS nas 50 Maiores Atividades no Ceará

Em 2025, a arrecadação de ICMS das 50 principais atividades econômicas do Ceará totalizou R$ 15,1 bilhões. O cenário demonstra uma forte concentração de receitas nas cinco maiores atividades, que juntas somaram R$ 7,0 bilhões, respondendo por 46,3% do montante total gerado por esse grupo.

O destaque principal da arrecadação estadual fica com a fabricação de produtos do refino de petróleo, que lidera o ranking com expressivos R$ 2,4 bilhões, representando 15,8% do total das 50 principais atividades. Na segunda posição, a distribuição de energia elétrica gerou R$ 1,7 bilhão (11,4%), seguida pelo comércio atacadista de álcool carburante, biodiesel, gasolina, com R$ 1,2 bilhão (8,2%). Esses dados evidenciam a forte dependência e o peso do setor energético e de combustíveis na matriz tributária do Estado.

Completando o Top 5, atividades diretamente ligadas ao consumo interno também apresentam grande relevância. A fabricação de cervejas e chopes ocupou a quarta posição, recolhendo R$ 839,8 milhões em ICMS, seguida de perto pelo comércio atacadista de medicamentos e drogas de uso humano, que arrecadou R$ 801,9 milhões.

 

  1.     Principais Empresas de Capital Aberto do Ceará – 2025

O Ceará mantém presença relevante na B3 por meio de companhias que atuam em setores estratégicos da economia brasileira e evidenciam a capacidade do empresariado local de construir negócios de grande escala, com atuação nacional e acesso ao mercado de capitais. Entre as empresas cearenses listadas, a Hapvida se destaca como a de maior porte em termos de faturamento, com receita bruta de R$ 28,2 bilhões, refletindo a dimensão de sua operação no setor de saúde suplementar e sua posição entre os maiores grupos privados de saúde do país.

Na sequência, a Pague Menos registrou receita bruta de R$ 16,0 bilhões em 2025, consolidando-se como uma das maiores redes de varejo farmacêutico do Brasil, com presença nacional e forte capilaridade operacional. A M. Dias Branco, por sua vez, apresentou receita bruta de R$ 12,8 bilhões em 2025, reforçando sua posição entre os principais grupos da indústria alimentícia brasileira, especialmente nos segmentos de massas, biscoitos e farinhas.

Em um segundo patamar de escala, a Grendene registrou receita bruta de R$ 3,4 bilhões em 2025, evidenciando a relevância de sua operação industrial e exportadora no setor calçadista. A Brisanet, considerando o último exercício anual consolidado disponível, apresentou receita bruta de R$ 1,6 bilhão em 2024, confirmando sua posição como um dos principais grupos regionais de telecomunicações do país. A Aeris, também com base em 2024, registrou receita líquida de R$ 1,5 bilhão, refletindo sua inserção na cadeia produtiva da energia eólica e seu papel na indústria associada à transição energética.

Em conjunto, essas companhias evidenciam a diversidade e a robustez do tecido empresarial cearense, com atuação relevante nos setores de saúde, varejo farmacêutico, alimentos, calçados, telecomunicações e energia renovável. A presença dessas empresas na B3 reforça não apenas a maturidade da governança corporativa no Estado, mas também a capacidade do Ceará de abrigar grupos empresariais com escala, competitividade e relevância econômica em nível nacional.