Marca de Carro

Apesar do avanço da eletrificação no setor automotivo, impulsionado pela recente chegada de empresas chinesas ao Brasil, as montadoras tradicionais continuam sendo as preferidas dos cearenses. No retorno da categoria marca de carro na pesquisa Anuário Datafolha Top of Mind, a liderança ficou dividida por Chevrolet, Volkswagen e Fiat. A norte-americana obteve 20,4% das menções espontâneas, seguido da alemã, com 19,1%, e da italiana, com 17,6%.


O empate técnico ocorre devido à margem de erro da pesquisa, de quatro pontos percentuais (p.p) para mais ou para menos. Nesse levantamento, o Datafolha utilizou o teste estatístico de proporção como critério de desempate e, mesmo com a aplicação do teste, a situação de empate permaneceu.


Na última edição da categoria, em 2024, o topo da preferência foi compartilhado por Fiat (22,5%) e Chevrolet (19,4%). Em 2026, os dados indicam oscilação positiva da marca norte-americana de 1 p.p e queda de 4,9 p.p da italiana.


O crescimento da Chevrolet ocorre em meio aos investimentos da General Motors, dona da marca, na indústria automotiva do Ceará. O grupo investiu R$ 400 milhões numa parceria com a Comexport, uma grande operadora de comércio exterior, para a produção de dois veículos elétricos, os SUVs Spark e Captiva.


A operação funciona na antiga fábrica da Troller, em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. Os modelos são produzidos no regime SKD — chegam ao Ceará parcialmente montados e são apenas finalizados. A planta iniciou operações em dezembro de 2025 com capacidade de entregar até 10 mil veículos por ano, mas o volume pode ser ampliado dependendo da aceitação dos produtos no mercado.


Fundada em 1911, em Michigan, nos Estados Unidos, a Chevrolet opera no Brasil desde 1925 e inaugurou sua primeira fábrica no País em 1930, em São Caetano do Sul (SP). A montadora também possui outras quatro unidades produtivas: São José dos Campos (SP), Mogi das Cruzes (SP), Gravataí (RS) e Joinville (SC).


Rodrigo Perencin, gerente de Marketing de Varejo da GM na América do Sul, destaca a capilaridade da rede de concessionárias. “A General Motors conta com uma das redes mais capilares do setor automotivo brasileiro, com mais de 600 concessionárias Chevrolet distribuídas em todo o País, garantindo presença nacional e proximidade com os clientes em diferentes regiões”, afirma.


Assim como a Chevrolet, a Volkswagen cresceu na comparação com a pesquisa de 2024. O avanço foi de 4,1 p.p. Em 2026, ano em que a marca completa 73 anos no Brasil, foi anunciado um investimento de R$ 21 bilhões na América do Sul. A montadora projeta dez lançamentos na região, incluindo um veículo híbrido fabricado no Brasil.


A Fiat, apesar do recuo percentual em relação ao levantamento de 2024, mantém um bom histórico de aceitação no Ceará.


A gerente sênior de Brand Development da Fiat, Paula Salerno, aponta a confiança do consumidor como um dos principais ativos da marca: “Ao longo de 50 anos no País, construímos uma relação íntima e genuína com os consumidores. Isso é reforçado por veículos reconhecidos pela durabilidade, bom desempenho e baixo custo de manutenção, fatores que se tornam especialmente valorizados no uso diário”.


Outras marcas lembradas pelos cearenses foram: Toyota (10,2%), Ford (5,6%), Honda (4,4%), Hyundai (3%), BMW (2,2%), BYD (2%), Jeep (2%), Renault (1,2%) e Porsche (1,0%). Uma fração de 5% dos entrevistados não soube informar o nome de alguma marca de carro. Em 2024, eram 10,7%.


Nas classes A e B, Chevrolet, Volkswagen e Fiat também lideram a preferência dos cearenses. As duas primeiras registraram o mesmo percentual de menções (17,3%), enquanto a italiana obteve 16,7%.