Inauguração do Complexo Menina Benigna atraiu cerca 30 mil visitantes

Inauguração do equipamento ocorreu no sábado, 25
16:53 | 29 de abr de 2026 Autor: Felipe Vides
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Vista aérea do Complexo Menina Benigna / Crédito: William Guedes

O Governo do Ceará inaugurou o Complexo Menina Benigna, um equipamento religioso que inclui uma estátua de 26 metros, na comunidade de Inhumas no município de Santana do Cariri, a 468 km de Fortaleza. O complexo, que foi inaugurado no último sábado, 25, conta com uma capela e um memorial, distribuídos em cerca de 50 mil metros quadrados. A estimativa de visitantes durante o dia do evento foi de cerca de 30 mil pessoas, de acordo com estimativas da cavalaria.


Para o secretário da Cultura de Santana do Cariri, Ypsilon Félix, a inauguração do complexo religioso significa um divisor de águas para o município. “ A gente está falando de um equipamento que fortalece a fé, valoriza a nossa história e coloca Santana do Cariri em um novo patamar no turismo religioso do Brasil”, explicou o secretário.


Ainda segundo o secretário da Cultura, a economia da cidade será impactada positivamente com o novo espaço. “Para nós, enquanto gestão, isso tem um impacto direto na vida das pessoas. Movimenta a economia local, gera oportunidades para comerciantes, artesãos, guias, pousadas”.


Quem foi a menina Benigna?

Benigna Cardoso da Silva nasceu em 15 de outubro de 1928, no sítio Oitis, no povoado de Inhumas, em Santana do Acaraú. Foi a mais nova de quatro filhos, sendo criada pelas irmãs após a morte da mãe, quando tinha um ano de idade.

A menina foi assassinada por Raul Alves no dia 24 de outubro de 1941, no caminho de uma cacimba, onde foi buscar água. O rapaz tinha 17 anos e já estava assediando Benigna Cardoso, que resistia após orientação do pároco da cidade. O assassinato, ocorrido na emboscada criada por Raul causou uma comoção na comunidade. Associando a imagem da jovem à manutenção da castidade, o ponto passou a ser um local de peregrinação. Em outubro de 2022, o Vaticano oficializou Benigna Cardoso da Silva como a primeira beata do Ceará e a quarta mártir do Brasil.