Especial - O POVO 90 anos

Especial O POVO 90 anos

Especial

PRESIDENTE LUCIANA DUMMAR

ELA É DONA DE JORNAL, MAS SE IDENTIFICA MAIS COMO EDITORA. COMANDA PESSOALMENTE AS INOVAÇÕES EDITORIAIS DESDE QUE ASSUMIU A PRESIDÊNCIA. LUCIANA DUMMAR DIZ O QUE PENSA SOBRE INOVAÇÃO, PASSADO E FUTURO.
Crédito: Carlus Campos

O QUE SIGNIFICA INOVAR PARA A SENHORA?
Inovação é dessas palavras que fazem uma ponte entre passado e presente. E, nesse transitar entre um e outro, eu me encontro, uma vez mais, com meus antecessores: tia Albanisa Sarasate, por exemplo, uma das mulheres mais fortes que conheci meu pai, Demócrito Dummar, um dos homens mais íntegros com quem convivi. Eles prepararam uma carta de navegação que seguimos até hoje, e aprimoramos, atravessando tempestades, mantendo o controle do barco e resistindo. Já aportamos em muitos futuros nestes 90 anos: inauguramos uma TV, unimos o impresso e o digital; nos transformamos, seja no corpo ou no fazer jornalísticos, quantas vezes foi e é necessário para ser o melhor de nós. Estamos em mutação porque somos um organismo vivo, como entendeu meu pai desde sempre. E há muitos outros futuros aonde queremos chegar. Vamos, pelo sonho é que vamos navegando os próximos 90 anos. Sonhar também nos mantém vivos. E mudar, transformar-se, é viver. Inovação, para nós, é a conjugação do tempo.


DE QUE MANEIRA O TRABALHO INICIADO HÁ 90 ANOS POR DEMÓCRITO ROCHA AINDA SE REFLETE NO QUE O POVO SE TORNOU?

A liberdade é o nosso princípio fundamental. Porque é também um princípio humano. Somos livres e lutamos, com todas as nossas forças, para continuar livres. Conquistamos a liberdade vencendo os vendavais, envergamos sem quebrar e nos mantemos de pé. A cada tempo, sabemos um pouco mais do tamanho das nossas asas e da força para voar. E o jornal nunca deixou de ser a soma de coragens e de inteligências, é isso que impulsiona nossos voos. Queremos pousar nas permanências: encontrar todas as respostas e as muitas verdades, tantas quantas são os seres humanos. Continuamos nos encantando com a manufatura cotidiana da vida. E, se a vida é sagrada, o jornal, por ser extensão da vida que contamos, continua sagrado para nós.


O QUE A SENHORA SENTE QUANTO AO FUTURO?

Pensar e sentir regem o amanhã. O jornalismo nosso de cada dia une esses dois verbos tão, essencialmente, humanos. Mistura em algo único que vai ao encontro da inovação de que falamos: um detalhe, uma percepção, uma sensibilidade. Qualidade é o nosso diferencial. Tudo isso são nossas especiarias, que o leitor sente o sabor e reconhece: isto é O POVO. Reafirmo: este é o nosso DNA. E estamos falando de um jornalismo que ousa abarcar a dimensão do humano. Sempre sonhamos assim: grande. E sonhar, nos tempos de desesperança que cruzamos, já é uma ousadia. Sigamos. Seja qual for o futuro, vamos com aquela carta de navegação, herdada dos nossos antepassados: sabemos a direção da nossa tribo.