Economia

Negócios de Impacto

O 2º Mapa de Negócios de Impacto Social Ambiental, elaborado pela Pipe.Social, aponta um crescimento importante. A quantidade de empreendedores de impacto social e ambiental cadastrados na plataforma Pipe cresceu três vezes em dois anos no Ceará. O Estado possuía oito negócios mapeados e, na mais recente edição, em 2019, aparece com 24. A comparação foi feita com o levantamento anterior, de 2017. 

Em junho de 2019, os três empreendimentos certificados no Ceará eram a Amêndoas do Brasil (com a marca A Tal da Castanha), In3citi e Selletiva. O estudo bienal contou com 1.002 empresas cadastradas, 42% a mais que a primeira versão.

Compuseram a amostra todos os tipos de negócios que têm impacto ambiental (energia, água, poluição, reciclagem, resíduos); projetos com impacto em agricultura, biotecnologia, análises de atmosfera, soluções para preservação de fauna e flora. 

Do total, 58% ficam no Sudeste, 12% no Norte, 14% no Sul e 10% no Nordeste. De todo modo, há empresas com sede no Sudeste que atuam no Nordeste. Não significa que elas não atuem na região.

No País, o Sistema B desenvolve estratégias para angariar a adesão ao modelo. Uma das ações consiste na instalação das chamadas Comunidades B Locais e Temáticas, vinculadas ao Sistema B Brasil. Em Fortaleza, uma Comunidade B foi aberta em 2019. A aproximação com as empresas locais busca difundir um novo conceito para sucesso empresarial. Em suma, mira não apenas no lucro, mas no impacto que as empresas podem gerar.

Quem integra uma Comunidade não necessariamente é certificada com o Selo B, concedido pelo Sistema B conforme o atendimento de uma série de normas. Uma vez certificada, a empresa passa por um processo de recertificação a cada três anos.

A ferramenta também evolui a cada três anos, com novas métricas e novos parâmetros. Lançado em 2013, o Sistema B no Brasil tinha quatro empresas. Hoje são 145, e mais de 4.400 estão em processo de certificação.