Especial – Geopark Araripe

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Especial

Desenvolvimento Sustentável – Cuidar do que é nosso

Crédito: Karlson Gracie

                                                                                     

preservação das riquezas naturais reunidas no Geopark Araripe depende de ações que fortaleçam a identidade das populações que habitam essas áreas e garantam o desenvolvimento sustentável. A conservação das memórias que ultrapassaram milênios e estão incrustadas nas rochas do lugar, conta, inclusive, com parcerias entre o Geopark e as secretarias de educação dos municípios envolvidos. “Nosso intuito é desenvolver no cidadão a vontade de preservar o que é dele”, afirma Allysson Pinheiro.

O compromisso de valorização do território é dividido entre o Governo do Estado do Ceará, por meio da Urca, e as prefeituras dos municípios que integram a área onde o Geopark Araripe está situado, sendo as gestões municipais corresponsáveis pelas práticas educativas, de preservação e de valorização do turismo sustentável na região. 

“O Geopark Araripe tem um plano de gestão para trabalhar o aspecto ambiental, de conservação do meio ambiente, para que seja usado de modo sustentável e estratégico. Buscamos um desenvolvimento que dialogue com a valorização das comunidades e que esteja associado ao geoturismo”, explica Patrício Melo.

Para além das rochas que abrigam material fossilizado, as águas e regiões de mata dos geossítios estão no radar de atenção dos gestores, bem como as paisagens urbanas onde estão abrigados esses registros pré-históricos. “Nós temos um setor de educação ambiental que trabalha com temáticas globais e que faz o trabalho do dia a dia, não só nos ambientes rurais, mas também em ecossistemas urbanos que compõem o Geopark”, explica Nivaldo Soares, diretor-executivo do Geopark Araripe. 

Ao assumirem esse compromisso, comunidade e poder público contribuem com a preservação ambiental e com o desenvolvimento econômico da região. “A partir do envolvimento das comunidades próximas aos geossítios, escolhidos para serem os locais que representam o que temos nesses territórios, percebemos que elas estão cada vez mais desenvolvidas, pois estão aderindo ao projeto”, afirma Nivaldo. 

Segundo Allysson, esse desenvolvimento da região também passa pela valorização das riquezas do território caririense. O couro, que tem o artesão Espedito Seleiro, de Nova Olinda (CE), como um dos principais expoentes, soma-se a outros atributos, como as rapaduras e demais doces produzidos nos engenhos de Barbalha (CE), bem como a comida carregada de pequi, fruta típica da região. 

Allysson também destaca a importância da parceria com as prefeituras municipais para uma gestão eficiente do Geopark Araripe. Segundo o pesquisador, a troca de mandatos é seguida por uma estratégia de convencimento acerca da importância desse trabalho conjunto. “Quando o Geopark estiver entendido plenamente pela sociedade do Cariri, quando a sociedade defender ele abertamente, a gente não precisará mais fazer esse convencimento das gestões municipais, pois a própria sociedade já vai cobrar dela isso aí, vai acontecer com mais fluidez”, projeta.